Programação Cultural

Exposição Fotográfica – ”Elas, Madalenas”

Nos dias 02 a 05 de Setembro, no 1º Andar da Faculdade de Direito da UFMG.

 ”ELAS, MADALENAS”

Fruto de uma pesquisa realizada desde 2011 pelo fotógrafo Lucas Ávila, a exposição retrata a imersão no dia-a-dia de travestis, transexuais, drag queens, transformistas, andróginos e demais pessoas que possuem uma vivência na transgressão de gêneros. Pessoas de diferentes idades, ocupações profissionais e condições sócio-econômicas são reveladas em imagens que abordam questões relacionadas à identidade, afirmação, transformação e sexualidade.

São 10 fotografias em totens (1,70m X 78cm). As fotografias foram realizadas durante o dia, em casa, locais de trabalho ou nos lugares que as transgêneros da cidade costumam frequentar. O recorte diurno, que não contempla questões relacionadas à prática sexual, mostra parte da realidade pouco vista pela sociedade. O objetivo é fazer com que o espectador veja a transição de gênero com naturalidade.

Lucas Ávila - Elas, Madalenas

Por mais que os primeiros registros históricos da presença de transgêneros datem da antiguidade, tendo Platão, inclusive, retratado a presença dos andróginos (ou “terceiro sexo”) em “Banquete” (380 a.C), essas pessoas receberam, ao longo da história, diferentes tipos de tratamento nas sociedades. No Brasil, por mais que cresçam os debates sobre estas questões, os transgêneros (em especial as travestis e transexuais) têm sua imagem associada à prostituição, marginalidade e uso abusivo de drogas. Na maior parte das vezes abandonadas pela família no início da adolescência, muitas encontram na prostituição o único meio de sobrevivência. Com uma sociedade que não compreende sua condição e as marginaliza, é comum que vivam restritas aos guetos e ainda não recebam integralmente o reconhecimento legal de sua identidade. Nas situações corriqueiras vivenciadas em casa, as fotografias se tornam uma tentativa de humanizá-las perante o restante da sociedade e também de desmistificar os estereótipos a elas associados.

Sobre o nome
O nome “Elas, Madalenas” é uma referência à controversa imagem bíblica de Maria Madalena. Se para alguns pesquisadores dos evangelhos apócrifos ela foi considerada esposa e cúmplice de Jesus Cristo, para outros ela é a prostituta arrependida, salva momentos antes do apedrejamento. Por mais que os registros bíblicos não citem ou relacionem Maria Madalena à prática da prostituição, seu nome se tornou popularmente associado ao pecado, arrependimento ou negação da moralidade vigente na sociedade ocidental. A Igreja Católica considera Maria Madalena uma santa, fiel discípula de Jesus que acompanhou seu calvário e a primeira a anunciar sua ressurreição. Assim como ela, a imagem dos transgêneros no Brasil também está popularmente relacionada à marginalidade em muitos casos por desconhecimento e preconceito.

LUCAS ÁVILA

É graduado em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH) e em geografia pela Universidade Federal de Minas Gerais. É sócio-proprietário da empresa Astronauta Comunicação, que desenvolve trabalhos de redação de textos e assessoria de imprensa em educação e cultura. Estudou fotografia na Escola de Imagem, em Belo Horizonte, e participou da exposição “Travessia”, em 2013, no Shopping UAI, sobre prostitutas de Belo Horizonte.

”Morra! Mas antes aproveite nossas liquidações”

No dia 04 de Setembro, Quinta-Feira, as 15h no 3ºAndar da Faculdade de Direito da UFMG e na sala do Centro Academico de Ciencias do Estado (CACE) contaremos com o espetáculo ”Morra! Mas antes aproveite nossas liquidações”.

“A morte violenta de uma adolescente mostra como todos podem consumir e lucrar sobre tal acontecimento, desde os repórteres sensacionalistas até os mrrepresentantes comerciais com seus stands de vendas contendo fotos, camisetas e pôsteres da menina. Todos querem se sentir pertencentes, próximos à vítima. Os parentes da menina desejam a projeção na mídia. A morte como um espetáculo. A frágil vida noticiada incessantemente pelos meios de comunicação. todos retiram um pedaço daquele corpo. E a menina vai se esvaindo. O que importa é fazer o espectador ficar sentado em sua poltrona observando. Atento. Entre um comercial e outro, a notícia da tragédia vai sendo desmembrada. Dilacerada. Esgotada. Num oferecimento de Wallita! Aproveite as nossas liquidações!”

Equipe

Coordenadores: Marcelo Rocco e Ines Linke.

Direção: Marcelo Rocco.

Atores e pesquisadores: Camélia Amada, Iolanda de Lourdes, Junio Carvalho, Luís Firmato, Mário Dmnll, Matheus Way, Pedro Mendonça, Sabrina Mendes, Licya Benatti, Lucimélia Romão, Brnadete Macinelli, Matheus Correa.

Produção – Riky Martins.

Realização: Grupo “Transeuntes: Estudos sobre performance”
Criado em abril de 2012, o grupo de pesquisa “Transeuntes: Estudos sobre performance” foi formado a partir da necessidade de artistas em ampliar os estudos sobre as intervenções performáticas nas ruas. Em parceria entre Professores e Alunos do Curso de Teatro (COTEA) da UFSJ (Universidade Federal de São João Del Rei), o projeto consiste, entre outros pontos, em estudos teóricos sobre determinados autores que abordam o teatro nas ruas e em experimentações práticas que visam inserir o espectador transeunte na construção dos como principal objetivo investigar as propostas de estreitamento entre a cena contemporânea e o espectador transeunte nas ruas de São João Del-Rey, visando analisar a inserção do público como participante das ações performáticas.

Classificação mínima: 16 anos – Contém cenas de violência.

Livro: “Viagem solitária – Memórias de um transexual 30 anos depois”

No dia 04 de Setembro, Quinta-Feira, as 09h30 no 2ºAndar da Faculdade de Direito da UFMG teremos o lançamento do livro ”Viagem Solitária-Memórias de um transexual 30 anos depois” com a participação do autor João Nery.
Serão vendidos livros no local.

jPOR UM MUNDO MENOS SOLITÁRIO PARA OS “DIFERENTES”
Viagem solitária conta a historia de João W. Nery, o primeiro transexual que se tem notícia no Brasil. Especialmente dedicado a todas as pessoas que se reinventam para encontrar um lugar no mundo. Narra a infância confusa do menino tratado como menina, a 
adolescência transformada, iniciada com a “monstruação” e o aparecimento dos seios – que fazia de tudo para esconder, o processo de auto afirmação e paternidade. São muitos os personagens da historia: de Darcy Ribeiro, considerado seu mentor intelectual e um dos primeiros amigos a compreendê-lo, a Antônio Houaiss,que sendo um grande defensor das liberdades democráticas, recomendou seu primeiro livro para publicação. Erro de pessoa: Joana ou João? Historia de drama,incompreensões e lutas. Viagem solitária é um livro tecido de dor e de coragem e que anuncia talvez, um mundo menos solitário para aqueles que não se enquadram entre as maiorias.

Drag Queen Dolly

No dia 03 de Setembro, Quarta-Feira, às 09h no 3º Andar da Faculdade de Direito da UFMG contaremos com a participação da vocalista da banda Dolly and the Piercings, a Drag Queen Dolly.

Um dos destaques da apresentação são as versões diferentes com estilo rock’n roll. Com sua performance única, canta músicas nacionais e internacionais, de Madona a Tete Espíndola, de Ney Matogrosso a Lady Gaga.

 

Roda de Conversas com o IBRAT

No dia 04 de setembro, quinta-feira, as 15h30 na sala 501 do Predio de Graduação da Faculdade de Direito da UFMG, será realizada a Roda de Conversas “Da invisibilidade à luta: a urgência dos homens trans no movimento social – perspectivas históricas e atual organização”, com o intuito de se discutir a organização do movimento dos transhomens no Brasil e levantar as pautas trazidas por esse movimento.

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A Roda faz parte da programação do I Congresso de Diversidade Sexual e de Gênero, foi proposta por meio da parceria com o IBRAT (Instituto Brasileiro de Transmasculinidades) e será ministrada por Luciano Palhano, Coordenador Nacional do IBRAT. Além disso, contará com a presença de outros membros do IBRAT, como João Nery e Raul Capistrano, e da doutoranda em Psicologia Social e integrante do NUH/UFMG, Rafaela Vasconcelos.

Festa Gisbertas

A festa Gisbertas foi idealizada pelo Coletivo Gisbertas tendo em vista a necessidade de arrecadação de fundos para a realização do Congresso. Ao longo do processo de contrução do evento, nos deparamos com significativas dificuldades de financiamento pelos mais diversos motivos, como a realização dos Mega Eventos em Belo Horizonte, em especial a Copa do Mundo. Entretanto, encontramos na parceria com o Bar do Olympio a possibilidade de trabalharmos em prol de um projeto em comum, arrecadando os fundos necessários para sanar as despesas finais do evento.

Festa Gisbertas
Acreditamos na emergência e na urgência de uma Universidade mais plural, que tenha espaço para todxs. Somos Gisbertas porque queremos corromper a ordem heteronormativa, corromper o academicismo fortalecendo a voz dos movimentos sociais, corromper a binária e simplista concepção de sexo e gênero.

Nesse quadro de empoderamento, força e resistência surge a Festa Gisberta, para você corromper a monotonia de um domingo à tarde, com muito amor, música boa, e Chup Chup de cachaça! Página da festa no Facebook.

DATA: 31 de Agosto (Domingo de Virada Cultural)
HORÁRIO: A partir das 15h
LOCAL: Bar do Olympio – Rua da Bahia, 1148 – Edificio Maletta

Agradecemos aos parceirxs: DJ Alfredo Souza e DJ Carou Araújo que fazem parte da lindeza festa Transa, ao Absinto Muito e ao Bar do Olympio parceirxs de tantas outras lutas! Venha construir esse Congresso com a gente!