Realização

Conheça um pouco da história do Coletivo Gisbertas, como começou, a origem de seu nome e as pessoas que constroem essa iniciativa.

Foi a partir de grupos de estudos, roda de conversas, troca de experiências e pesquisas orientadas que alunxs da faculdade de Direito e Ciências do Estado se organizaram com a proposta de criar um projeto, inicialmente um evento acadêmico, a fim de discutir a temática da diversidade sexual e de gênero no ambiente jurídico brasileiro e, principalmente, dentro da Faculdade de Direito e Ciências do Estado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Campanha realizada pelo Gisbertas em abril de   2014

Ao final do ano de 2013, iniciamos um projeto acadêmico que buscasse discutir a efetivação dos direitos humanos e direitos civis LGBT* em nossa sociedade, tendo em vista a negação de direitos a manifestações não binárias e que fogem à heteronormatividade, sejam elas relacionadas à orientação sexual, à sexualidade e/ou ao gênero. Além disso, o projeto surgiu com o intuito de atuar na realidade de exclusão e homo- lesbo- transfobia vivenciada hoje dentro das Universidades de todo país, seja pela falta (e necessidade) do diálogo, seja pela insistência em se manter padrões constituídos e aceitos socialmente. Nesse sentido, surgiu a ideia de um congresso pensado para promover o diálogo entre a universidade, comunidade LGBT*, movimentos sociais e sociedade civil, objetivando a interdisciplinariedade e a troca de experiências.

Ao longo do ano de 2014 desenvolvemos o projeto do I Congresso de Diversidade Sexual e Gênero, firmando parcerias e agregando alunxs de outras áreas do conhecimento. Realizamos nossa primeira atividade no dia 7 de maio, através do Colóquio “(In) Visibilidade Trans: Direitos Humanos e enfrentamentos da Violência”, que buscou dar atenção ao Dia da Visibilidade Trans ( 29 de Janeiro) e ao Dia contra a Homofobia (17 de maio), proporcionando uma discussão acerca das violências sofridas pela população trans*.

Coletivo Gisbetas

Coletivo Gisbertas na XVII Parada do Orgulho LGBT em Belo Horizonte

Para além da organização do I Congresso de Diversidade Sexual e de Gênero, e pautados por uma construção sempre dialógica e horizontal nos consolidamos, em maio de 2014, como Coletivo, que nomeamos Gisbertas.

O nome do Coletivo resgata a memória de Gisberta, “Gis”, transexual brasileira torturada, violentada e morta há oito anos em Portugal, um dos mais chocantes relatos de crimes motivados por transfobia. À Gisberta, mulher, imigrante, soropositiva e prostituta, fora, negados os direitos mais fundamentais: sua identidade, sua cidadania, seus projetos e sua vida. Sequer ela foi reconhecida pelo estado Português como vítima de crimes de ódio.

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Gisberta Salce

Entendemos que resgatar a memória de Gisberta é compreender que sua história de vida espelha a de muitxs, que as violações de direitos e toda a violência que sofreu Gisberta, sofrem também milhares de pessoas, renegadas à marginalização e invisibilidade.

Nesse sentido, nosso Coletivo persiste com o intuito de promover um espaço plural de reflexão e diálogo acerca diversidade sexual e de gênero na Universidade, e, principalmente, na Faculdade de Direito e Ciências do Estado da UFMG. Além disso, orientamos nossas ações com base na efetivação dos institutos sociais e jurídicos que visem proteger a construção da identidade pessoal em todos os âmbitos da vida.

Email para contato: gisbertas.ufmg@gmail.com

Gisbertas

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